Social Media Marketing

Published at 2009-08-18 09:00:00 - Last Updated at 2009-08-18 01:01:55
Tags: opinião, social media
O Social Media Marketing Report é o resultado de um inquérito feito a mais de 900 marketeers sobre como utilizam os media sociais, há quanto tempo o fazem, e que resultados obtiveram dessa utilização.

Depois de passar rapidamente os olhos pelo relatório, há uma coisa que salta à vista - Os media sociais funcionam melhor a longo prazo. Ao contrário do que acontecia com a publicidade na Televisão, os media sociais resultam tanto melhor quanto mais profunda for a relação que se cria com os seus fãs ou subscritores.

Ainda que existam muitos programas (campanhas/anúncios) que prometem subscritores automáticos e instantâneos, não é o facto de um utilizador no Twitter ter cinco mil (5000) destes utilizadores instantâneos que vai vender um produto ou serviço. Estes utilizadores instantâneos, sejam eles followers no twitter, subscribers no friendfeed ou fãs no facebook, não resultam em qualquer retorno, ao contrário do que acontece com apenas umas dezenas de pessoas que subscrevem intencionalmente um perfil ou uma página.

Ao contrário do que acontecia com os media tradicionais em que todos eramos inundados com publicidade, e quem tinha o maior orçamento vendia mais, porque ficava mais tempo na mente das pessoas, hoje todas as marcas aparecem tanto em todo o lado, desde os jornais às revistas à televisão, á rádio e até na internet que ficar na memória de alguém implica um pouco mais.

Na realidade, implica mesmo muito pouco mais. Apenas um quase nada de contexto. Fulano usa e está muito satisfeito, Sicrano já foi esta semana comer duas vezes não sei onde, Beltrano foi passar o fim de semana a este ou aquele hotel, a esta vila ou aquela aldeia. Comprou os bilhetes de avião em determinada companhia e foram impecáveis com ele.

Noutros tempos bastava um actor misterioso, uma modelo quase nua ou uma criança a rir desalmada. Mas hoje já todos percebemos que isso é só palhaçada, que não passa de um bando de actores pagos para fazer as figuras que pretendem que sejam naturais. E por isso estamo-nos borrifando para os grandes anúncios, para as mega produções. O que queremos hoje é saber como é que é a sério, como se sentem os utilizadores das coisas, especialmente aquelas pessoas que já sabemos que gostam de umas coisas e não gostam de outras.

E é por isso que o marketing nos media sociais é tão importante hoje, e é também por isso que é tão incompreendido. É que o marketing social não é algo que levamos aos nosso potênciais clientes, mas uma forma que colocamos à disposição dos nossos clientes satisfeitos de mostrarem a quem quizer ver que estão satisfeitos com o que lhes vendemos, com os nossos produtos ou serviços, com a nossa comida ou com a forma como são recebidos, com os nossos preços ou com a diversidade dos nossos produtos. Ou mesmo com a nossa politica de retomas (Já vos disse que compro quase tudo o que seja electrónico na FNAC porque quando não fico satisfeito vou lá, devolvo e eles dão-me o dinheiro de volta sem fazer perguntas?).

Sim, as redes sociais são uma excelente forma de obter feedback dos nossos clientes e potências clientes, de quem estiver interessado em dar esse feedback, mas são também um meio onde se espera resposta aos comentários que recebemos, nem que essa resposta seja apenas para dizer no futuro consideraremos a sua opinião (como fez a blockbuster portugal neste Twitt).

O que as redes sociais não são é mais uma forma de empurrar para a frente de quem quer e de quem não quer aquilo que nos apetece. Se é fácil encontrar bons exemplos (como, apenas mais um para ilustrar, este da McDonalds com o hamburger M no Facebook), são muitas as mentes que tentam criar esquemas para forçar publicidade nas páginas dos utilizadores, esquecendo-se de que nas redes sociais são os utilizadores que estão no controlo, não as grandes marcas.

De nada serve uma marca pagar uma pequena fortuna para conseguir o fantástico valor de milhares de seguidores, se dois abusam deles e em meia duzia de mensagem conseguem que uma grande parte deles, com um (sim, só um) simples click de rato os remova para sempre das suas páginas. E, muitas vezes, que nos locais onde as grandes marcas gostaria de estar com mensagens controladas, estejam na realidade com graves criticas às suas actuações.

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